O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade em Portugal e na Europa. O melhor tratamento do AVC é a prevenção.
O que é o AVC?
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorre quando há falta de oxigénio e nutrientes em determinada área do cérebro. Há fundamentalmente dois tipos:
- o AVC isquémico (também conhecido como trombose), o tipo mais frequente, causado pelo bloqueio do fluxo sanguíneo por um coágulo numa artéria do pescoço ou do cérebro;
- o AVC hemorrágico (também conhecido como derrame), causado por rutura de um vaso sanguíneo no cérebro.
Sintomas mais frequentes
- Dificuldade em falar (fala arrastada ou dificuldade em encontrar as palavras que se quer dizer).
- Dificuldade em compreender o que se ouve.
- Paralisia facial (boca ao lado).
- Falta de força num braço e/ou numa perna.
- Adormecimento de um braço e/ou de uma perna.
Fatores de risco
Os fatores que aumentam o risco de AVC dividem-se em fatores não modificáveis, como a idade e fatores genéticos, e fatores modificáveis, aqueles que podemos prevenir, nomeadamente:
- Hipertensão arterial;
- Tabagismo;
- Diabetes mellitus;
- Colesterol elevado;
- Excesso de peso;
- Sedentarismo;
- Alimentação rica em gorduras;
- Consumo de álcool em excesso;
- Doença cardíaca como, por exemplo, fibrilhação auricular;
- Traumatismos cervicais.
Se apresenta algum destes fatores de risco de AVC, aconselhe-se com o seu médico.
Como proceder perante sintomas de AVC?
- O primeiro passo é contactar de imediato o 112, o número nacional de emergência médica. Desta forma, pode ser ativada a Via Verde do AVC.
- Enquanto aguarda a chegada da ambulância, o doente deve ser colocado em posição lateral de segurança, isto é, deitado de lado.
- Não devem ser administrados líquidos, alimentos ou medicamentos ao doente.
Via Verde do AVC
A Via Verde do AVC é ativada pelo CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes). Isto permite que o hospital e os médicos saibam da existência de um doente com AVC ainda antes de este chegar ao serviço de urgência, de modo a que tudo esteja preparado para o receber e tratar o mais rapidamente possível.
Tratamento
Quando o doente chega ao hospital é observado por um médico, habitualmente neurologista, realizando análises e TAC cerebral, geralmente com contraste (angio-TAC). Este último exame é o que permite determinar o tipo de AVC.
- No caso do AVC isquémico, se os sintomas tiverem começado há poucas horas, é possível proceder a um tratamento com o objetivo de destruir o coágulo que está a obstruir a circulação cerebral. Esse tratamento é feito com um medicamento (trombólise) e/ou com a remoção mecânica através de cateterismo do coágulo (trombectomia).
- No caso do AVC hemorrágico, atualmente ainda não existe nenhum tratamento específico dirigido à doença. No entanto, é possível fazer o tratamento dos sintomas e controlar algumas das causas desta doença, nomeadamente a pressão arterial elevada ou reverter o efeito de medicamentos que estejam a tornar o sangue fino.
Dependendo da gravidade dos sintomas, o doente ficará internado ou poderá ter alta. No regresso a casa, poderá precisar de fisioterapia, terapia ocupacional e/ou terapia da fala.
Os fatores de risco de AVC que forem identificados devem ser corrigidos e controlados. Os doentes com AVC isquémico ficam habitualmente medicados com antiagregantes ou hipocoagulantes, isto é, fármacos que permitem ao sangue fluir melhor nos vasos sanguíneos.
O melhor tratamento do AVC é a prevenção.
Para saber mais sobre AVC, consulte o sítio da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral.